Todas as vozes contra as violências de gênero: Visibilidade Lésbica!

Mulheres que amam e transam mulheres, uma orientação sexual dentro do leque de possibilidades nas relações afetivas e sexuais de uma mulher. Usufruir do amor e da sexualidade seria muito simples se não estivéssemos numa sociedade discriminatória e opressora regida por fundamentalismos religiosos e regras sociais patriarcais.

Lutando por direitos e liberdade mulheres lésbicas de todo o país se reuniram no dia 29 de agosto de 1999, no rio de janeiro. A realização do I Seminário Nacional de Lésbicas (Senale), teve como resultado simbólico dessa luta a colocação da letra L, de lésbicas, na frente da sigla LGBT, grande passo para que o movimento homossexual se comprometesse com a causa das mulheres lésbicas e a possibilidade de debates temas e questões especificadas da identidade Lésbica. O dia 29 de agosto virou então o dia Nacional da visibilidade lésbica.

Mesmo com o reconhecimento, em maio de 2011, do casamento entre pessoas do mesmo sexo Brasil, pelo Supremo Tribunal Federal, reconhecendo aos casais homossexuais os mesmos direitos patrimoniais dos casais, afirmando os princípios constitucionais fundamentais de dignidade da pessoa humana, direito à liberdade, igualdade e o veto ao preconceito. Ainda hoje há muita gente que não engoliu este avanço e desrespeita os direitos humanos da comunidade LGBT.

Este quadro tem que mudar:

  • “Mulheres lésbicas e bissexuais sentem-se inibidas em procurar ajuda do ginecologista. Revelar nossa intimidade num contexto social de enorme preconceito não é uma tarefa fácil. E ainda existe o medo do uso dos aparelhos (como o espéculo) para aquelas que não sofrem penetração nas suas relações sexuais”. (Fonte: Liga lésbica)

  • “Não existe a possibilidade de informação da orientação sexual no prontuário médico, apontamos para a falta de um espaço adequado para dialogarmos sobre nossas dúvidas e práticas sexuais”. (Liga Lésbica)

  • “Sem orientação adequada algumas acham que só desenvolvem câncer de útero mulheres quem têm relações heterossexuais, deixando de prestar atenção a um fator de aumento de risco para aquelas que nunca tiveram uma gravidez e desconsiderando a necessidade de fazerem os exames e a prevenção de DSTs/AIDS”. (liga Lesbica)

  • “Temos necessidade de efetivar o plano nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e assegurar a assistência ginecológica de qualidade e atenção à saúde integral em todas as fases da vida para todas as mulheres, sejam lésbicas, bissexuais, transexuais ou heterossexuais”. (Liga Lésbica)

  • São relatados níveis elevados de sofrimento psíquico e de experiência de violência física na família, no trabalho e em lugares públicos têm sido apontados como proporcionalmente altos em vários estudos, quando comparados à população heterossexual. (SAÚDE DAS MULHERES LÉSBICAS: PROMOÇÃO DA EQÜIDADE E DA INTEGRALIDADE, 2006).

  • Com relação à violência doméstica, durante muitos anos se postulou que sua ocorrência seria muito menos freqüente entre mulheres lésbicas. No entanto, estudos evidenciaram que, ao contrário do que se supunha, sua ocorrência em termos de freqüência era similar à observada na população heterossexual. (SAÚDE DAS MULHERES LÉSBICAS: PROMOÇÃO DA EQÜIDADE E DA INTEGRALIDADE, 2006).

  • As mulheres homossexuais relataram, mais frequentemente, experiências de discriminação por familiares ou por amigos ou vizinhos, apontando para dinâmicas mais silenciosas e interativas que predominam, em geral, na vitimização feminina. (SAÚDE DAS MULHERES LÉSBICAS: PROMOÇÃO DA EQÜIDADE E DA INTEGRALIDADE, 2006).

  • A estatística assusta: 6% das vítimas de estupro que procuraram o Disque 100 do governo federal durante o ano de 2012 são mulheres homossexuais vítimas de violência, em sua maioria de fundo sexual. Chamada de ‘estupro corretivo’, a violação tem requintes de crueldade e é motivada por ódio e preconceito, o que torna a descoberta dos casos algo complexo para o sistema de direitos humanos nacional. Os serviços de Diversidade Sexual e Gênero da União e a Secretaria de Políticas para Mulheres do governo gaúcho estão trabalhando na identificação e punição dos crimes, e concentram esforços na sensibilização das vítimas para denunciarem o estupro – o que nem sempre ocorre devido ao temor pela exposição. (http://www.sul21.com.br/jornal/estupro-corretivo-vitimiza-lesbicas-e-desafia-autoridades-no-brasil/)

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