Geni Guimarães

Nasci numa fazenda chamada Vilas Boas, município de São Manuel, interior de São Paulo, em 8 de setembro de 1947. Quando contava com 5 anos de idade, meus pais se mudaram dessa para outra fazenda, em Barra Bonita, onde resido até hoje, exercendo a profissão de professora.

Bem antes de frequentar a escola oficial, eu “lia” poesias e histórias em tudo quanto eram livros, revistas e jornais que encontrava. Quando entrei para a escola, o professor me contou que eu era poeta e, vendo que era bom, assumi por inteiro o privilégio do dom.

Na adolescência, colaborei com os jornais Debate Regional e Jornal da Barra, publicando contos, poemas e crônicas.

Em 1979 foi editado meu primeiro livro, chamado Terceiro filho, poemas da meninice e adolescência. Da flor o afeto foi lançado em 1981, já com poemas mais decisivos, seguros. Ao entrar, pouco mais tarde, em contato com a poesia negra, meu trabalho ficou mais definido por motivos de identidade, e assim fui convidada a participar de várias antologias e eventos culturais, dentre os quais a antologia Schwarze Poesie, Edition Diá, Alemanha Ocidental, e IV Bienal Nestlé de Literatura, que influíram para que eu fosse convidada pela Secretaria da Cultura de Colônia para mostrar meus trabalhos no projeto “As diferentes faces da América Latina – Encontro com autores e diretores de cinema brasileiros”, em novembro de 1988. Este trabalho no exterior propiciou-me maior visão cultural em termos de literatura brasileira.

A Fundação Nestlé de Cultura, reconhecendo o valor do meu trabalho, dada a minha atuação na Bienal, publicou meu livro Leite do peito – contos –, que se encontra hoje na 2ª edição.

Acredito que o ato de escrever é o veículo de exteriorização da situação de um povo dentro da sociedade e pode, com isso, motivar mudanças. Baseada nessa crença, fui buscar minha menina das fazendas e escrevi A cor da ternura. Tenho a pretensão de conscientizar e alertar, segundo a visão do poeta maior Drummond: “É preciso viver com os homens, é preciso não assassiná-los, é preciso ter mãos pálidas e anunciar…”.

Barra Bonita, 1989.
Pensamento
“Acredito que o ato de escrever é o veículo de exteriorização da situação de um povo dentro da sociedade e pode, com isso, motivar mudanças.”

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onde tirei estas informações: http://www.ftd.com.br/v4/Biografia.cfm?aut_cod=692&tipo=A

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